por Bernardo Brum

Incrivelmente subestimado na extensa filmografia de Bergman, A Hora do Lobo é, certamente, seu filme mais atmosférico. Para contar a história de um pintor em crise tragado pelos próprios demônios e fantasmas até a auto-aniquilação, o sueco fundiu closes, sombras, luzes pontuais e um roteiro que desintegra a própria lógica narrativa e narrativa de imagens tradicionais para compôr uma viagem sem volta ao pior tipo de inferno: aquele que mora dentro da cabeça de cada um de nós.  Como a personagem de  Liv Ullmann, só nos resta sentir a angústia, a tristeza e o mundo transparentes a cada fotograma. Quanto mais densa é a madrugada, mais o lobo da pestilência uiva.

5/5

Ficha técnica: A Hora do Lobo (Vargtimmen) – 1968, Suécia.  Dir.: Ingmar Bergman Elenco: Max Von Sydow, Liv Ullmann, Erland Josephson e Ingrid Thulin

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por Bernardo Brum

Abel Ferrara soube como ninguém utilizar-se do cinema para costurar uma visão de mundo fria, realista e deliberadamente underground. Seus filmes não são fáceis. São pedradas emocionais intensas e violentas que já provocaram muita controvérsia  todas as vezes que tiveram algum contato com o grande público. O Rei de Nova York, talvez sua grande obra-prima, funde crime organizado, hip hop, expressionismo alemão, tiroteios carniceiros e o melhor da filosofia niilista e viciosa do diretor.

E se uma imagem vale mais do que mil palavras, experimente noventa delas.

Crítica

5/5

Ficha técnica: O Rei de Nova York (King of New York) – 1990, Estados Unidos.  Dir.: Abel Ferrara. Elenco: Christopher Walken, David Caruso, Wesley Snipes, Steve Buscemi, Laurence Fishburne, Vanessa Angel, Erica Gimpel

– Luiz Carlos Freitas

Aclamado por críticos e fãs como o melhor dos (até agora) 22 filmes da série do agente britânico James Bond, 007 Contra Goldfinger é, inquestionavelmente, uma das obras mais importantes para o cinema de entretenimento e, como praticamente todos os outros filmes da série, um espetáculo visual repleto de cenas inesquecíveis e marcantes, como a morte da mulher pintada de ouro, a luta invasão ao Fort Knox ou a luta contra o misterioso Oddjob e seu chapéu mortal.

Com vocês, Bond … James Bond.

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5/5

007 Contra Goldfinger (Goldfinger) – Inglaterra, 1964 – Direção: Guy Hamilton – Elenco: Sean Connery, Honor Blackman, Gert Frobe, Shirley Eaton, Tania Mallet, Harold Sakata, Bernard Lee, Martin Benson, Cec Linder, Austin Willis, Lois Maxwell, Bill Nagy, Michael Mellinger, Peter Cranwell, Nadja Regin

– por Bernardo Brum

Sem alongar muito, Um Tiro na Noite é, basicamente, a obra-prima do gênio chamado Brian De Palma. Aqui, ele desmontou o cinema e o reconfigurou a seu bel-prazer. Um thriller de ação que vai bem além de ser fechado em si e exalta o poder de criação do cinema, ainda que da forma mais trágica o possível, ligando-o indissoluvelmente à vida.

É, simplesmente, cerca de uma hora e quarenta poucos minutos de um cinema hiperbólico, escandaloso e intenso com uma abordagem tão diferenciada que quando sobem os créditos finais, não temos certeza se o que vimos foi realmente coisa desse mundo.

Mas claro, se você não confia em mim, já pode ir olhando os screens abaixo…

Crítica

5/5

Ficha Técnica: Um Tiro na Noite (Blow Out) – 1981, Estados Unidos. Dir: Brian De Palma. Elenco: John Travolta, Nancy Allen, John Litgow, Dennis Franz, Peter Boyden, Curt May, John McMartin

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– por Luiz Carlos Freitas

Sem textinho elogioso de introdução ao post de hoje. Ainda estou tendo espasmos dos orgasmos múltiplos que tive ao rever o filme (pela enésima vez) e selecionar as cenas para o post.

Cliquem nas imagens para ver em tamanho original (sério, FAÇAM ISSO) e qualquer coisa, to aqui do lado, fumando um cigarrinho e recuperando minhas forças, só me chamar nos comentários.

Crítica

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5/5

Suspiria (Idem) – 1977, Itália/Alemanha. Dir.: Dario Argento. Elenco: Jessica Harper, Stefania Casini, Flavio Bucci, Miguel Bosé, Barbara Magnolfi, Susanna Javicoli, Eva Axén, Rudolf Schundler, Udo Kier, Alida Valli, Joan Bennett.














































































por Bernardo Brum

A grande fábula cinematográfica de Paul Verhoeven, O Vingador do Futuro tem a estética absurda, cafona e brutal dos anos oitenta. Anos que não voltam mais celebrados por um cineasta que reconhece no seu dispositivo de comunicação com o resto uma possibilidade para o ser humano se reinventar – e como não poderia deixar de ser, tratando-se da fase americana do diretor, uma redenção alcançada na base da porrada. Filosofia de bar da melhor qualidade, combinada com diversão de primeira. Simples assim.

5/5

Crítica

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